sábado, 3 de janeiro de 2009

Uma história de amor


Para as senhoras que ainda não viram: preparem lenços, suspiros, arrepios, romantismo e instinto maternal. Este não é um filme para ir ver com o namorado; há que pegar na amiga e pensar Hollywood. Não há espaço para cépticos, freaks, obcecados do cinema de autor europeu. Isso fica tudo lá fora.

Austrália é Hollywood em todo o seu esplendor: uma linda mulher, um lindo homem, uma linda criança, música de levantar os pêlos dos braços, imagens grandiosas, fantásticas paisagens, um pouco de História, guerra, porrada, injustiças, justiceiros, heróis, amor de enfraquecer os joelhos e um perfeito primeiro beijo. Um épico. Baz Luhrmann quis fazer um e fez; abriu as portas a tudo o que é cliché, juntou-lhe o seu brilhantismo enquanto realizador et voilà: um épico. Ao melhor estilo Gone with the wind e assumidamente assim.

Se nada vos emocionar, tremam com Hugh Jackman e a sua personagem. Aquele tipo de homem que nos agarra se desmaiarmos; aquele tipo de homem com mãos de seda para nós e de aço para quem nos trate mal; aquele tipo de homem que aparece no sítio certo, no momento certo; aquele tipo de homem que dança connosco à chuva; aquele tipo de homem que nos deixa ser fortes e independentes, mas está sempre lá para não nos deixar bater no chão; aquele tipo de homem que enfrenta a morte para salvar o que nos é querido; aquele tipo de homem que nos respeita e não nos esquece; aquele tipo de homem que queremos, mas não existe.

Enfim. Na verdade, é daqueles que até é lindo no filme, mas nunca o nosso género na vida real. Não são precisos braços assim tão musculados, mas braços com a mesma firmeza. Não é preciso ter toda aquela força, mas sim a mesma atitude. Não queremos ninguém assim tão másculo, mas, diz a minha prima, "queremos um homem que nos agarre".

Não podemos exigir uma história de amor daquelas, mas podemos sempre desejar uma história de amor.

2 comentários:

Anónimo disse...

O Hugh não é art director com certeza (ou, escreve-se agora, concerteza). Gosto muito dele (Wolverine!), nada da Nicole (fufa!). Cobra arborícola (Austrália - culto e chato, cá está).

Yes We Can! disse...

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